Mil palavras... Um sentimento...
 
Apartes

Prometo Perder

Prometo Perder

(…)

“Gosto da maneira como te guardas no interior do meu peito, os meus braços abertos e tu como se esperasses a chegada da morte. É tão inexplicável a tua pele. A vontade de chorar. Ou existe o eterno ou existe o nada. A carne bruta e um poema no teu orgasmo. Gosto da maneira como me pedes por favor para ser humano. Existe algo de solene na forma como me fazes perder a vergonha. Ser feliz é credibilizar o pecado, e certamente pecar.”

Autor: Pedro Chagas Freitas

Título: Prometo Perder

Género: Prosa

Sinopse: Em mais uma viagem intimista e desconcertante, Pedro Chagas Freitas percorre, em PROMETO PERDER, o interior da emoção: da saudade ao desejo, da dor ao amor, nada ficará por tocar. Deixe-se sentir.

Olá Ju,

Vem dançar comigo

Que esta noite sou só teu

Diz ali ao teu amigo

Que eu é que sou o Romeu.

 

Dá-me a honra da tua mão

E põe-te em bicos de pés

Deixa que te diga de antemão

Que gosto de ti como és.

 

Tras, frente, esquerda, direita

Esse movimento me seduz

Para fazer a coisa bem feita

Tens de despir esse capuz.

 

Por baixo desse vestido

E todo esse corpete armado

Está o que haveis prometido

A este seu bem amado.

 

Na hora de fazer o amor

Com delicadeza te vou deitar

Para sentir o meu calor

E satisfeita poderes ficar.

 

Na varanda te agarro

Na varanda me confesso

Fumas o teu cigarro

E casamento te peço.

 

Romeu